1. SEES 7.11.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  NA FRONTEIRA DA CINCIA
3. ENTREVISTA  BARTOLOM MITRE  UMA DITADURA COM ELEIES
4. LYA LUFT  UM TIGRE DE OLHOS AZUIS
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  DOR NO CALCANHAR REQUER MUITA ATENO

1. VEJA.COM
MEDICINA E TECNOLOGIA
O uso da informao e da tecnologia para o avano da medicina foi o tema principal da conferncia Living by numbers, promovida pela revista americana Wired, em Nova York. O site de VEJA entrevistou quatro dos principais pesquisadores que passaram pelo evento. Craig Venter, chefe do Projeto Genoma, prev que em breve vacinas podero ser fabricadas em casa, em impressoras 3D. Eric Topol, um dos mais renomados cardiologistas dos EUA, defende o uso de ferramentas digitais nos diagnsticos e o matemtico Stephen Wolfram, criador do site Wolfram Alpha, mostra como seus poderosos algoritmos de busca podem cumprir essa tarefa. A batalha de Gigi Hirsh, diretora executiva do Centro de Inovao Biomdica do MIT,  pelo barateamento dos custos dos medicamentos. Para isso, ela quer revolucionar o modo como eles so fabricados.

CARROS SEGUROS
Safety Pilot  o nome de uma tecnologia de segurana para carros que j est em teste nos EUA. O sistema utiliza conexo sem fio para a comunicao entre eles. Os condutores so alertados sobre a possibilidade de choque e problemas na estrutura do veculo. Reportagem no site de VEJA mostra como o desenvolvimento de segurana se tornou item prioritrio na indstria automobilstica americana e europeia  e como o Brasil acompanha esse processo.

O PAPEL DO BC
Diante das recentes descobertas de fraudes bilionrias em bancos pequenos no Brasil, a atuao do Banco Central foi posta em xeque. Por que ele no detectou tais deslizes antes? Reportagem no site de VEJA explica o trabalho de fiscalizao do BC e seus gargalos.

E O DINHEIRO DESVIADO?
O dinheiro desviado pela quadrilha dos mensaleiros voltar aos cofres pblicos? VEJA.com ouviu juristas e advogados para mostrar que a recuperao desses recursos requer que se trilhe um caminho rduo  na prtica, dezenas de aes de reparao a ser movidas pelo Ministrio Pblico.

EM BUSCA DA TELA PERFEITA
O iPhone e o Galaxy III cresceram. O iPad diminuiu. As maiores fabricantes de eletrnicos do mundo testam diferentes formatos para smartphones e tablets em busca da dimenso ideal  aquela que melhor se adapte s mos do usurio. No  um clculo trivial. Fazem parte da equao variveis como ergonomia, hbitos de uso e custos de produo  e ainda o melhor formato para exibir publicidade.


2. CARTA AO LEITOR  NA FRONTEIRA DA CINCIA
     Talvez no tenha havido uma iniciativa mais revolucionria tomada pelo governo da presidente Dilma Rousseff do que o programa Cincia sem Fronteiras, que, em quatro anos, vai dar a 100.000 pesquisadores brasileiros bolsas de estudo em faculdades e institutos de pesquisa que esto na vanguarda mundial em cincia e tecnologia. O programa  auspicioso por duas razes. A primeira  estar funcionando a pleno vapor, coisa rara no Brasil, sendo que mais de 14.000 alunos de graduao e ps-graduao j se encontram nos cmpus de instituies de maior prestgio na Alemanha, Coreia do Sul, Estados Unidos, Holanda, Frana, ustria, Inglaterra e mais trs dezenas de pases. A segunda razo  o fato de ele ser resultado da efetiva colaborao do governo, responsvel por 75% das bolsas, com empresas privadas, que financiam as restantes.
     Monica Weinberg, chefe da sucursal de VEJA no Rio de Janeiro e editora de Educao da revista, coordenou uma reportagem com os jovens bolsistas, e foi ela prpria conversar com os brasileiros na Coreia do Sul e na Alemanha. A reprter Nathlia Butti cuidou de ouvir estudantes brasileiros nos Estados Unidos. No total, elas visitaram duas dezenas de universidades. Monica e Nathlia contam que  extraordinrio o nimo dos pesquisadores brasileiros que j esto usufruindo as bolsas. Eles se viram de repente imersos em ambientes de alta competitividade, dotados das mais avanadas tecnologias, dos laboratrios mais bem equipados do planeta em reas decisivas como a robtica e a biomedicina. Diz Monica: Na Coreia do Sul, os brasileiros ficaram espantados com o fato de que os estudantes, na nsia de ser os melhores, varam madrugadas nos laboratrios e bibliotecas. Eles levaram um susto com o grau de disciplina que os coreanos impem a si prprios.
     Recursos generosos, equipamentos de ponta, disciplina, competio, ambio, ntima cooperao entre a pesquisa universitria e a iniciativa privada. So esses os ingredientes que fazem o sucesso dos pases e das instituies escolhidas pelos pesquisadores brasileiros. Os bolsistas ouvidos por VEJA esto conscientes de que podem revolucionar o ritmo e a qualidade da pesquisa aplicada  inovao e, assim, aumentar a competitividade da economia nacional. Eles podem ter no Brasil o mesmo papel catalisador que a dispora cientfica chinesa teve quando retornou  China depois de absorver como esponja saber cientfico no Ocidente? Podem. Mas  s o comeo. Desde o fim da dcada de 70, a China enviou a escolas no exterior mais de 2 milhes de alunos. O impacto do programa brasileiro pode desencadear uma revoluo. Na volta dos pesquisadores, para que ela se propague com fora ser preciso, antes, vencer a burocracia, mudar a ideologia paralisante e revogar o isolacionismo, fatores que hoje emperram a universidade brasileira.


3. ENTREVISTA  BARTOLOM MITRE  UMA DITADURA COM ELEIES
O diretor do jornal argentino La Nacin relata como a tentativa do governo de acabar com a liberdade de expresso o colocou na posio de defender o seu maior concorrente.
NATHALIA WATKINS

Criado em 1870, o jornal La Nacin j foi fechado pelo governo argentino cinco vezes, a ltima delas em 1901. De veia liberal, foi na segunda metade do sculo XX um antagonista do peronismo, o movimento inspirado no presidente Juan Domingo Pern (1895-1974). Essa linha poltica atraiu ataques vindos dos ltimos ocupantes da Casa Rosada. Na segunda-feira passada, o jornal chegou a ser impedido de circular por sindicalistas pelegos. Desde 2008, o concorrente Clarn tambm sofre com as retaliaes da presidente Cristina Kirchner.  um panorama sombrio. Nunca havamos passado por algo parecido, diz Bartolom Mitre, scio e diretor do La Nacin. Ele carrega o nome do trisav, que fundou o dirio e foi presidente da Argentina entre 1862 e 1868.

O que a presidente cristina Kirchner est fazendo para controlar a imprensa? 
Cerca de 80% dos canais de televiso, dos jornais e das rdios j esto a mando do governo. Em um primeiro momento, a inteno  conseguir o controle total dos canais de televiso abertos. O Canal 13, que pertence ao grupo Clarn,  o nico com cobertura nacional que pode ser considerado independente. A partir de 7 de dezembro, o grupo ter de se submeter  Lei de Mdia, aprovada por um Congresso kirchnerista em outubro de 2009. A lei exige que a empresa venda sua subsidiria de TV aberta. O mais provvel  que sejam concedidos trinta dias ao Clarn para que se adapte  norma. Findo esse perodo, todos os canais abertos no pas sero monotonamente iguais, com a agenda definida pelo estado, e no podero contar a verdade sob o risco de ser tachados de oposio e de perder as gordas verbas publicitrias do estado. Ser o fim da liberdade de expresso nos meios audiovisuais. O passo seguinte ser o domnio dos veculos impressos. O governo j declarou que a venda de papel-jornal  de interesse pblico e pretende expropriar a Papel Prensa, nossa maior fbrica do insumo. Haver cotas para importar a matria-prima no exterior e para comprar papel nacional. O Poder Executivo poder determinar quantas pginas ter cada publicao.  um panorama muito sombrio. Nunca havamos passado por algo parecido.

O governo e muitos argentinos afirmam que essa lei serve para democratizar as comunicaes. 
A Lei de Mdia no tem nada disso. O objetivo  simplesmente calar os jornalistas que narram a realidade do pas e escrevem textos crticos. Hoje, apenas o La Nacin, o Clarn e uns poucos jornais podem dizer o que querem. Os veculos do interior, menores, no tm mais essa capacidade. Eles no conseguem, como ns, sobreviver apenas com os anunciantes privados. Ns temos zero de publicidade oficial. Somos independentes. No interior, infelizmente, os jornais agora so todos bancados por anncios do estado. No podem escrever sobre uma srie de temas. Servem como meros porta-vozes do governo.

No  normal ter regras que impeam o monoplio na TV, um setor que depende de concesso pblica? 
A questo  que Cristina Kirchner cria as normas que bem entende, apoiada por um Congresso submisso. Suas leis tm objetivos polticos bem definidos e no so aplicadas de maneira igual a todas as empresas. H conglomerados quase to grandes quanto o Clarn, mas ningum fala em obrig-los a se adaptar  nova Lei de Mdia, porque so amigos do governo. O grupo Uno est em mais de 75% das provncias do pas e tem setenta veculos de comunicao, incluindo TV aberta, a cabo, estaes de rdio, internet e telefonia. Como seus donos so amigos da presidente, no so incomodados. Tampouco acho que o Clarn tenha poder demais. O cerceamento  liberdade de imprensa em nosso pas afeta a todos. A liberdade do Clarn  a liberdade de toda a imprensa argentina. Estou em permanente contato com eles. Somos concorrentes, mas temos boas relaes.

Alm de cortar os anncios estatais e de ameaar restringir o fornecimento de papel, como o governo tem prejudicado o La Nacin?
Somos criticados duramente. Na Argentina, quem conta a verdade passa a ser considerado de oposio. A presidente Cristina diz publicamente coisas infundadas sobre jornalistas do La Nacin. Cita o meu nome e o de Hctor Magnetto, diretor executivo do grupo Clarn, como se fssemos responsveis por todos os problemas do pas.  muito desagradvel. Alm disso, jornalistas do La Nacin e do Clarn so maltratados constantemente. Em um texto, nosso colunista Carlos Pagni disse que Axel Kicillof, vice-ministro da Economia, era marxista. Cristina rebateu o artigo e declarou que a direita sempre teve algo de antissemita (Kicillof  judeu). Essa postura da presidente no  normal em uma democracia. Se os trs poderes funcionam em sua totalidade, no h razo para que o Executivo ataque diretamente os jornalistas. O Legislativo e o Judicirio se encarregariam de possveis excessos. Temos o direito de nos sentir injustiados e preocupados. Tudo isso  muito grave. Aguardamos uma audincia da Comisso Interamericana de Direitos Humanos da Organizao dos Estados Americanos (OEA) para saber como os juristas internacionais se posicionaro em relao aos ataques.

Por que Cristina Kirchner quer tanto calar o Clarn?
Alguns dizem que  porque o jornal foi contra uma lei, a resoluo 125, que elevava os impostos sobre as exportaes agrcolas, uma medida desastrosa para os plantadores de soja. O Clarn ficou do lado dos agricultores, que protestavam contra o governo, e com isso comprou uma enorme briga com Cristina. Outros dizem que o dio comeou quando a presidente quis comprar o jornal e o grupo se recusou a vend-lo.

Qual  o papel do movimento estudantil La Cmpora, fundado e liderado pelo filho da presidente, Mximo, na represso  imprensa? 
Nunca se viu Mximo Kirchner falar, porque ele no sabe fazer isso. Alis, ele no faz absolutamente nada. No sei como ele consegue dirigir seu movimento de jovens, o La Cmpora.  bom ressaltar que no se trata de um grupo enorme, como se pensa. Nas universidades, os camporistas so minoria. Recentemente, ocorreram eleies para escolher lideranas jovens em trs cursos da Universidade de Buenos Aires: direito, cincias econmicas e filosofia. O La Cmpora perdeu tudo. A juventude universitria no est com eles.

De onde vem tanta fora, ento? 
Os jovens do La Cmpora se mobilizam muito e ganharam cargos nas estatais. Seus membros esto presentes em muitas companhias do estado, como a Aerolneas Argentinas, estatizada em 2008, e a petrolfera YPF, confiscada neste ano. Todas essas empresas tem quadros do La Cmpora. No ano passado, os camporistas tomaram a sede da Cablevisin, um canal de TV a cabo pertencente ao Clarn. Na poca, o grupo Uno, aliado de Cristina, apresentou uma denncia de concorrncia desleal contra a Cablevisin. Os camporisias entraram na empresa para dar uma amostra do poder da presidente. Em agosto, pensaram em voltar a tomar o prdio. No conseguiram porque os empregados e tcnicos da Cablevisin fecharam uma rua para defender seus empregos e a companhia em que trabalham. Os funcionrios da Cablevisin no querem mais intervenes governamentais.

Por que no existe oposio poltica na Argentina? 
No se enxerga ainda um caminho vivel para que os partidos que no so peronistas possam se unir. Por uma coisinha ou outra, os polticos se recusam a conversar entre si. O mais certo seria que a oposio argentina se unisse, como aconteceu na Venezuela. Ns estamos muito longe disso. Teremos eleies para senadores, deputados e para alguns governadores de provncia no fim de 2013, mas os partidos provavelmente vo apresentar candidatos em separado. Em 2015, quando acaba o segundo mandato de Cristina, no sei o que vai acontecer. A maior chance  que a oposio venha de dentro do peronismo. Tradicionalmente, o peronismo tem vrias vertentes, de esquerda, centro e direita. Nos ltimos meses, quem se considera peronista autntico comeou a se afastar gradativamente de Cristina. Alguns j se declaram totalmente contra a presidente e a acusam de no ser peronista. O sucessor de Cristina, portanto, deve vir de outra corrente peronista, um pouco mais aberta, mais de centro. No consigo visualizar outra opo.

Por que os argentinos ainda no abandonaram o peronismo? 
A verdade  que este governo no  realmente peronista. O peronismo autntico  o inspirado em Juan Domingo Pern, em que as massas seguem o seu lder querido. A figura de Pern desapareceu do atual governo. Cristina fala como se fosse a mulher de Pern. Evita (1919-1952). No consigo compreender muito bem a mente de Cristina, mas  evidente que com isso ela busca apoio popular. O kirchnerismo  praticamente um partido  parte. Suas polticas, chamadas pelos apoiadores de o modelo, so uma verso espantosa do populismo, que abrange tanto a direita quanto a esquerda. Mas no existem muitos argentinos contentes com o tal modelo.

A Argentina, a exemplo da Venezuela, caminha para uma ditadura? 
Algumas pessoas no pas podem viajar e comprar dlares, enquanto outras nada tm e no podem sair do pas nas frias. Alm disso, as mltiplas tticas para calar os opositores quase acabaram com a dissidncia poltica. Essencialmente, vivemos uma ditadura de votos.  a pior de todas. A Argentina est imitando a Venezuela. Hugo Chvez e essa mulher venceram as ltimas eleies presidenciais com a mesma porcentagem de votos, 54%. A origem do poder dos dois, portanto,  legitima. Mas as constituies e as leis esto sendo violadas e alteradas inescrupulosamente em seus mandatos. Alguns anos atrs, dizia-se que o que ocorria na Venezuela um dia se repetiria na Argentina. A previso se confirmou. Embora Cristina no seja carismtica como Chvez, a poltica  a mesma.

No h democracia na Argentina? 
Cristina usa o argumento da democracia a seu favor, mas no passa de uma farsa. O governo viola a liberdade de expresso. No Congresso, faz o que bem entende. Nem o governo de Pern e a ditadura militar foram to longe. Tudo parece nascer de Cristina. O governo no respeita a Corte Suprema ou os juzes. Nas ltimas semanas, a Casa Rosada tratou de intimidar todos os magistrados que tentaram avaliar as arremetidas oficiais contra o Clarn. Trs deles j recusaram o caso ou foram impedidos de assumi-lo. A Justia est totalmente debilitada.

Os argentinos so considerados cultos e politizados. Por que deixam isso acontecer? 
A Argentina no  mais um pas culto. Nada tem sido feito pelo ensino ultimamente. Sempre foi do gosto dos ditadores retirar das pessoas o acesso  informao e ao esprito crtico. Com isso, eles ganham mais votos e se perpetuam no poder. H no pas uma elite que pensa de uma maneira e uma classe baixa que no se informa, no escuta, no toma conscincia e segue a presidente. Quanto menos cultura, mais votos Cristina consegue.

O governo est isolando a Argentina do resto do mundo? 
A Argentina sempre teve as portas abertas a todos, imigrantes e comerciantes. Cristina  a nica entre os argentinos que tem algo contra o mundo. Um exemplo desse rancor est na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, com expositores de quarenta pases. Cristina disse que o evento, marcado para abril de 2013, dever ocorrer em Tecnpolis, o parque onde so realizados todos os seus atos polticos. Caso contrrio, no haver subsdios do governo. Cristina usa estratgias como essa para manipular as pessoas. Neste pas,  preciso pedir autorizao para tudo. Essa opresso ainda provocar uma reao popular generalizada. Quando saem s ruas batendo panelas, os argentinos deixam claro que esto fartos. Querem liberdade para tocar a prpria vida.


4. LYA LUFT  UM TIGRE DE OLHOS AZUIS
     H quem diga que livros so como filhos: talvez numa dimenso muito menor. Podemos esquecer um personagem ou fato escrito h longo tempo. Filho, no. Voc lembra a qualquer momento cada gracinha, birra e trejeito, as fases, as derrotas, as brigas, as conquistas. Livros so produtos, frutos, pequenos partos. sim, eis a uma nova criatura  essa  a semelhana.  o que sinto a cada livro acabado, revisado e entregue  editora que vai bot-lo nas mquinas, nas livrarias, e seja o que quiserem os deuses.
     A cada dez escritores dando depoimento, haver dez realidades diferentes, apesar das coincidncias inevitveis. Eu sou dos que escrevem sem sofrimento, na excitao desse desafio: descobrir no meu inconsciente as tramas e personagens, a figura principal em torno da qual se desenrolam loucura, paixo, sombra e claridade, num parto laborioso e complexo. Nem com angstias e dramas de meus personagens eu sofro de verdade. A dor  ficcional,  inveno, mentirinha. Pois a alegria, no meu caso, no est no contedo, mas no fazimento. Est em brincar com as palavras e frases com que o texto se constri, e nisso tenho alm do prazer um enorme cuidado, porque palavras so brinquedos, pedras preciosas, passarinhos, borboletas na minha imaginao. Est tambm em deixar que imagens, falas e fatos emerjam das guas do inconsciente, nessa ateno flutuante de que falava Freud, assumindo forma e voz. Est em inventar surpresas para o leitor e para mim mesma, dar um n aqui, ali ocultar o fio, que vai aparecer mais adiante, embora nem eu saiba exatamente onde e por qu.
 sobretudo ldico esse processo de montar um quebra-cabea e de repente achar a pea certa: sempre escrevi como quem monta um quebra-cabea (na vida real sou ruim nisso, alis...). Nem eu sei bem, quando comeo um romance, qual ser o final. Dois de meus livros eu os iniciei pelo ltimo pargrafo  nem me perguntem por qu. Tambm comecei por finais que acabaram no meio, comeos que ficaram no fim. Meus textos esto sempre in progress enquanto no boto o difcil ponto final, sempre uma deciso complicada, que nasce da escuta mais atenta  voz mais sutil, a voz do romance que de repente sopra: deu. Acabou. Bote o ponto final aqui.
     Nunca fui boa em coisas cerebrais, racionais: minha pequena fora escava na intuio e na fantasia, e com elas ganhei afinal a vida  e ainda ganho, porque no trabalhar  luxo raro nestas bandas. Da minha contemplao do nada ou da paisagem, ou fingidamente assistindo televiso em pleno dia, ou andando no parque, ou at sonhando (dormindo), nasceu ento um novo romance, O Tigre na Sombra. Nele vaga esse tigre que tem olhos azuis e que ningum, nem eu, sabe se foi realidade ou fantasia. Nisso reside uma das fascinaes do meu trabalho. Assim, cada leitor acaba sendo criativo comigo, reinventando meu texto segundo sua sensibilidade. A realidade existe ou ns a inventamos a cada instante? Por que uma criana no pode encontrar um tigrezinho no fundo do quintal? E por que algum diferente no pode ser mais importante que todos?
     Pois o livro  em parte um elogio da diferena: uma menina nascida com uma perna mais curta  a senhora dos mistrios.  a dona do tigre de olhos azuis, sabe que os espelhos nos observam, fala com os afogados na praia noturna, brinca com um amigo inexistente, procura ser real na realidade, e adulta no tempo adequado, mas conhece o que nos espreita na sombra: o enigma. Os vrios homens de sua vida, pai, amante, marido, filhos, tm um papel essencial nessa histria: algum dorme com o revlver debaixo do travesseiro, algum procura uma corda para se enforcar na maior rvore do ptio, outro comete uma inimaginvel traio, outros no conseguem trair, mas podem abandonar. E assim, no palco de cada pgina, o tumulto da existncia humana, complexa e sedutora, s vezes cruel e sem sentido, se oferece de mim para o meu leitor  sempre meu amigo imaginrio, meu cmplice presente/ausente, meu elemento essencial.


5. LEITOR
MACONHA
Estupenda a reportagem Maconha faz mal, sim (31 de outubro)! Doa a quem doer. VEJA mais uma vez mostra sua coragem jornalstica para alertar sobre a verdade danosa e enevoada pela brisa dos usurios de maconha, que a expertise da revista, contudo, dissipa como lufada de ar puro. Espero que os leitores faam o melhor uso possvel do contedo. Parabns  equipe.
RENATA DI PIERRO
Advogada
So Paulo, SP

Excelente a reportagem de VEJA. A entrevista com o renomado psiquiatra Valentim Gentil Filho  extremamente esclarecedora. Sou professor associado de psiquiatria (UFCSPA), psiquiatra forense e presidente do Departamento de Psiquiatria Forense da Associao Mundial de Psiquiatria e penso que j era hora de combater a falcia de que a maconha  incua.
JOS G.V. TABORDA 
Porto Alegre, RS

Nos meus 43 anos de clnica psiquitrica acompanhei inmeros casos graves de esquizofrenia desencadeados pela maconha, que antecipa o incio da doena, interfere no seu tratamento e piora o seu prognstico.
ITIRO SHIRAKAWA
Professor titular de psiquiatria da Unifesp-EPM
So Paulo, SP

Sou psiquiatra, trabalho com dependentes qumicos e s posso atribuir  ingenuidade as ideias romnticas sobre a maconha. Diariamente vejo jovens com evidentes problemas cognitivos causados pelo uso frequente dessa substncia.
RENATA RIGACCI ABDALLA
So Paulo, SP

Ficamos estarrecidos quando vemos marchas para a liberao da maconha e polticos, artistas e tantos outros defendendo o uso e alegando que a maconha no faz mal.
EDENO TEODORO TOSTES
Presidente da Associao de Apoio aos Familiares de Recuperandos
So Paulo, SP

VEJA arrasou! O que acabo de ler  esclarecedor e estarrecedor.
LUCIANA MARIA BORBA 
Ponta Grossa, PR

Conheo um jovem usurio de maconha que leu a reportagem e no me pareceu convencido. Se uma pessoa na acredita em uma pesquisa com 50.000 voluntrios durante 35 anos, em que vai acreditar?
MARCOS BONIN VILLELA
Rio de Janeiro, RJ

Trato de fumantes h 37 anos e nenhum acredita que a maconha altera fundamental e irremediavelmente o desempenho e o funcionamento de diversas reas do crebro. VEJA explicou isso de forma simples e compreensvel. Pena que muitos adolescentes acreditem que isso no  com eles.
MARAT FAGE 
So Paulo, SP

Quem pode entrar em sua casa para oferecer o primeiro baseado a seu filho no  o grande traficante.  o amiguinho dele que trafica para sustentar o prprio vcio. O pequeno traficante  o grande inimigo.
RUY MOZZATO
Rio de Janeiro, RJ

Tenho acompanhado h muitos anos pessoas que destroem a vida, em um suicdio lento e gradual, acreditando que apenas curtem um baseado. Algumas se rendem s evidncias e se libertam. Infelizmente, a maioria no acredita na autodestruio a que se submete.
VERA OTERO
Psicloga clnica
Ribeiro Preto, SP

EDSON DE GODOY BUENO
Edson de Godoy Bueno, fundador da Amil (Em busca da baixa renda, Entrevista, 31 de outubro), esqueceu-se de que, na nossa realidade atual, a pessoa de baixa renda no tem como adquirir plano de sade nem como coparticipar. Talvez a classe D possa vir a ser uma parcela dos novos segurados em planos mais simples. Talvez essa nova proposta possa vingar no vcuo do servio pblico, que est sucateado em equipamentos e recursos humanos. Fao votos de que sua iniciativa tenha muito sucesso, pois todos precisam de sade de bom nvel.
ALBERTO CLEIMAN
Psiclogo
Rio de Janeiro, RJ

Trabalhei com Edson Bueno por muito tempo. Com ele aprendi a materializar sonhos, por meio do trabalho obstinado e da conquista de pessoas. Minhas vitrias e as de muitos outros mdicos brasileiros resultaram dos seus exemplos e incentivos. E o mais impressionante: tudo o que Edson Bueno conseguiu foi jogando limpo. Toro para que ele continue semeando sonhos e boas emoes por onde passar.
JOS CERQUEIRA DANTAS
Teresina, PI

Que Edson de Godoy Bueno tenha sucesso no seu plano de levar assistncia mdica  classe menos favorecida. Para quem no sabia ingls e foi a Harvard, qualquer desafio  possvel. Tambm estudei em Harvard e sei que no  fcil. Parabns, senhor Edson.
LUIZ JOS VIANA
Braslia, DF

A sensacional entrevista com Edson de Godoy Bueno d um novo alento a quem hoje no pode pagar os altos custos dos planos de sade disponveis no mercado. Eu e minha esposa usamos um plano por mais de vinte anos e fomos obrigados a cancel-lo, pois no tnhamos mais condies de arcar com o custo. Concordo com o entrevistado quando ele diz que no temos de exigir luxo no atendimento, e sim qualidade de servios. Concordo tambm que parte dos custos mdicos e hospitalares, mesmo que pequenos, pode ser dos clientes. Isso evitar abusos, que s encarecem os produtos. Boa sorte e que tudo d certo. Os brasileiros agradecem.
SRGIO LUNETTA 
Braslia, DF

Aos 65 anos, sou uma dessas pessoas  alm de idosa, aposentada  que, na viso do senhor Edson, tm tempo de sobra. No  fcil conseguir marcar consultas. A questo cultural que ele tanto frisa em suas respostas tambm chama ateno. Senhor Edson, estamos no Brasil, e nem eu nem o senhor iremos ver essa questo cultural resolvida, porque o senhor tambm j est na sua melhor idade. Mas de uma coisa eu tenho certeza: fomos ns, idosos, aposentados, hipocondracos e com alguns problemas culturais que proporcionamos, com a nossa coparticipao, a possibilidade de transformar o senhor em um dos homens mais ricos do mundo, com sua foto com um belo sorriso estampada em uma revista de grande renome como VEJA.
MARIA ALBERTINA GURSKAS BRUNORO
So Paulo, SP

H um ano, minha av, aos 83 anos, passou trinta dias em um hospital acometida de pneumonia. Revezavam-se na companhia dela minha me, de 63 anos, e a cuidadora dela, de quase 60 anos. Elas passaram trinta dias e noites mal acomodadas em uma poltrona e um minsculo sof  isso porque estavam num quarto particular de um convnio que no pertencia ao senhor Edson. Uma amiga, desempregada, em um hospital pblico com a me doente, passou quase o mesmo tempo em p, pois no havia cadeira no quarto, que era dividido por quatro pacientes idosos. Acho que esse  o modelo ideal proposto pelo senhor Edson. Espero que ele o utilize com seus entes queridos e aprenda que pessoas no to abastadas quanto ele, mas dignas e solidrias, tm direito a buscar conforto.
SOLANGE MARTA MANOEL
Guarulhos, SP

Surpreende a conivncia das entidades mdicas com a venda de um sistema  beira do colapso. Os oligoplios da Amil revelam srias falhas nas leis de mercado, com uma medicina cada vez mais cara, fria e compartimentalizada que mercantiliza uma nobre atividade intelectual.
JOAQUIM BOMFIM
Mdico
Belo Horizonte, MG

ELEIES 2012
Nasce uma gerao de lderes dentro do PT (A velha renovao, 31 de outubro), que traz em seu DNA a herana gentica de Lula: garganta de ouro e cabea medocre.
DOMINGOS SVIO PEREIRA
So Paulo, SP

Os eleitores que permitiram ao PT conquistar em 2012 centenas de prefeituras pelo Brasil  excetuando-se os seus militantes  esto padecendo da sndrome de Estocolmo. No h outra explicao para que tantos brasileiros nutram simpatia e votem em um partido que sequestrou a esperana do eleitorado nacional, exigindo como resgate a chave dos cofres pblicos, para abastecer o maior esquema criminoso da histria da Repblica, o mensalo. O maquiavlico e mefistoflico PT, pelo visto, tem o controle psicolgico de milhes de suas vtimas, e isso  motivo de medo e preocupao para os que, como eu, permanecem lcidos.
TLLIO MARCO SOARES CARVALHO
Belo Horizonte, MG

No julgamento do mensalo, o Supremo Tribunal Federal ratificou o princpio fundamental do estado democrtico de direito: devemos viver sob a gide da lei, e no da poltica Pena que muitos brasileiros no reafirmaram isso nas urnas.
HELENA KESSEL
Curitiba, PR

So Paulo deu uma oportunidade  novidade, acreditando que o PT governar com seriedade e justia. No sou apoiador desse partido, mas descarto qualquer sentimento de vingana. A oportunidade dada ao PT mostra que So Paulo vive em constante ebulio de democracia e justia. Espero que o prefeito eleito demonstre que o PT aprendeu com o mensalo e no faa concesses nem negociatas. Boa sorte, prefeito Haddad!
ROBERTO SAGGIOMO
So Paulo, SP

Muitos reclamam da pssima situao de nossas cidades, porm, quando temos a oportunidade de realmente fazer a diferena, jogamos tudo fora. Brasileiros, a chave da mudana vem de ns mesmos. Toram pelo Brasil-pas como torcem pelo Brasil-seleo.
MARCO ANTONIO P. SIQUEIRA
So Paulo, SP

O povo de Salvador mais uma vez disse no. PT, aqui, jamais.
GERALDO BACELAR ANTN
Salvador, BA

DILMA ROUSSEFF
O comentrio da presidente Dilma sobre o candidato  prefeitura de Salvador ACM Neto envergonha os brasileiros (Veja Essa, 31 de outubro). Ela praticou bullying contra ACM Neto por causa de sua estatura (1,68 metro). Cara presidente, qual  mesmo a altura de seu antecessor e fiel escudeiro, o ex-presidente Lula? Desculpe, mas a senhora foi muito infeliz. Por isso e muito mais. Salvador deu um basta ao PT.
LILIA CAMPOS
Feira de Santana, BA

MENSALO
Jos Dirceu, o chefe do mensalo, tambm dever ficar muitos anos na cadeia. E como fica a situao de Lula, uma vez que era patro do chefe?
AMARILDO GEORG
Blumenau, SC

Marcos Valrio, fale e prove o que sabe e bote o grande chefe diante dos tribunais
ADALBERTO NOGUEIRA BARBOSA
Pinheiral, RJ

Marcos Valrio tem a chave da caixa-preta do governo Lula.
PAULO TORRES P. DA SILVA
Jaboato dos Guararapes, PE

O Brasil ser outro depois desse julgamento no STF? H tempos cheguei  concluso de que a verdadeira faxina tica na poltica e a reformulao dos seus costumes s se dar a partir do dia em que o cidado aprender que voto no tem preo, tem consequncias.
GUSTAVO HENRIQUE DE BRITO A. FREIRE
Recife, PE

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO 
Tenho acompanhado o julgamento do mensalo e consegui visualizar no artigo Data venia (31 de outubro) a cena transcrita por Pompeu  e identificar os ministros A, B. C e D.  hilrio.
SIMONE L. MOTTA
Juiz de Fora, MG

NEGCIOS NO BRASIL
Alm do mercado consumidor, o Brasil tem algo que no se fabrica: talvez as maiores reservas de recursos naturais ainda disponveis no planeta. Para alguns investidores privados, vale o risco; para outros, nem to privados assim,  questo de sobrevivncia. A pretenso de se tornar liderana mundial vai abaixo se o sistema educacional continua a produzir analfabetos funcionais (Um aparente paradoxo, 31 de outubro).
ANTONIO CAVALCANTI DA MATTA RIBEIRO
So Jos dos Campos, SP

Presidente Dilma, no deixe de ler a Carta ao Leitor Um aparente paradoxo, especialmente o ltimo pargrafo. Sugiro us-la nas reunies com seu ministrio.
EDUARDO ANTONIO FANTON
Alegrete, RS

CIRURGIAS ESTTICAS
Na excelente reportagem Vidas repaginadas (31 de outubro), identifiquei-me com Charlie, pois, assim como ele, eu tinha enormes orelhas que me causavam grande complexo. O apelido de Dumbo parece ser padro, e assim eu era chamado pelos colegas. Mas, quando fiz 11 anos, meus pais tiveram a sabedoria (como os pais de Charlie) de providenciar a correo, realizada em 1965, no Hospital dos Defeitos da Face. Lembro-me nitidamente do dia em que as bandagens foram retiradas e eu me vi no espelho. A reportagem  um incentivo para que todos os pais pensem no futuro de seus filhos e tambm para aqueles que ainda tm receio de se submeter a uma cirurgia corretiva. Eu garanto:  outra vida!
ERVIN MORETTI 
So Paulo, SP

No sou contra cirurgias estticas  essas que todos fazemos e indicamos a qualquer criana ou jovem, como, por exemplo, a cirurgia das orelhas de abano. O que me preocupa so as cirurgias estticas exclusivamente realizadas para disfarar as caractersticas fsicas das crianas com sndrome de Down. As famlias esperam que com a modificao do rosto as crianas sofram menos preconceito. No acredito nisso. O que precisamos  de respeito  diversidade.
ANA CLAUDIA BRANDO
Pediatra
Centro de Especialidades Peditricas Hospital Albert Einstein
So Paulo, SP

A reportagem Vidas repaginadas mostrou algumas das dificuldades dos portadores das sndromes de Apert e de Crouzon. O Hospital Sobrapar Crnio e Face, de Campinas (SP), contratado pelo Sistema nico de Sade (SUS),  referncia mundial no atendimento de pacientes com deformidades craniofaciais congnitas e adquiridas. Com cirurgias e tratamento adequado e na idade correta,  possvel propiciar uma vida praticamente normal aos pacientes.
CASSIO EDUARDO RAPOSO DO AMARAL
Cirurgio plstico e vice-presidente do Hospital Sobrapar Crnio e Face
Campinas, SP

POLTRONAS DE AVIO
Mesmo com as novas poltronas de fibra de carbono nas aeronaves e o aumento insignificante do espao para as pernas, como fica a soluo das companhias areas para pessoas altas e obesas (Com jeitinho, cabe mais um, 31 de outubro)? Tenho 1,89 metro de altura, sou obeso e frequentemente viajo de avio a trabalho. Sugiro que as companhias areas pensem em fazer como o Metr de So Paulo, que colocou assentos para obesos, pois o constrangimento nas viagens de avio  enorme.
UGOUNO GIRODETTI 
So Paulo, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br


RADAR
LAURO JARDIM
TEATRO
Se Eu Fosse Voc ir ao teatro como musical. Daniel Filho est preparando o roteiro da pea, que ele prprio dirigir. Estrear no Rio em 2013. www.veja.com/radar 

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
SRIE DE TV
A Fox International Channels adquiriu os direitos de Jo, srie policial francesa falada em ingls. Com isso, ter o direito da primeira exibio da srie em canais a cabo nos mais de 120 pases onde opera. www.veja.com/temporada

COLUNA
AUGUSTO NUNES


MENSALO
Em pouco tempo, ningum mais lembrar que Haddad virou prefeito em 2012. Mas sucessivas geraes de brasileiros continuaro aprendendo que este foi o ano em que o STF mandou para a cadeia os liberticidas que sonharam com a captura do estado democrtico de direito. www.veja.com/augustonunes 

TODOPROSA
SERGIO RODRIGUES
PROLIXO SINTTICO
As palavras so veneno e antdoto. Da a abundncia de digresses reflexivas, ressalvas e notas de rodap, a famosa prolixidade que no  ausncia de sntese, mas um desdobrar de snteses em profuso. www.veja.com/todoprosa

RICARDO SETTI
NUAS NA CAPA
Talvez devido  crise crnica da indstria fonogrfica, cantoras pop vm apelando para a nudez  ou quase  na capa de seus CDs. Christina Aguilera, que lana o CD Lotus no prximo dia 13, aparece sem roupa, com seios e pbis discretamente disfarados por cabelos e iluminao forte. Rihanna est com o corpo coberto de grafismos, com o ttulo de diversas canes, no CD Unapologetic. Lady Gaga e Katy Perry j fizeram o mesmo nos lbuns Lady Gaga The Remix e Teenage Dream, respectivamente. www.veja.com/ricardosetti

MAQUIAVEL
OPERAO TAPA-MALUF
Dirigentes petistas montaram uma verdadeira fora-tarefa para evitar que Maluf aparecesse ao lado de Haddad, mas no teve jeito. L estava o ex-prefeito no palco na hora do esperado pronunciamento. Sobrou para o prefeito de Osasco, Emdio de Souza, a misso de esconder Maluf, ficando na frente dele. Emdio acabou tendo a ajuda de seu sucessor, Jorge Lapas, que  bem mais alto, na operao tapa-Maluf. www.veja.com/politica

IMPERDVEL
GUERRA E SPRAY
Seis anos, treze pases e 1 milho de exemplares vendidos depois, chega ao Brasil Guerra e Spray, livro que rene registros de obras e de pensamentos de Banksy, o artista de rua annimo que se tornou clebre pelo estncil de apoio a Barack Obama quando este disputava a Presidncia dos Estados Unidos pela primeira vez. So intervenes urbanas  feitas nas ruas, mas tambm em museus de cidades como Paris e Nova York  em que o artista, que nunca se identificou publicamente, brinca com smbolos do capitalismo como Ronald McDonald e aborda questes como a fome e a guerra. www.veja.com/imperdivel

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  DOR NO CALCANHAR REQUER MUITA ATENO
Fascite plantar, inflamao na planta do p cuja incidncia  sete vezes maior em mulheres, pode ser prevenida.

     Logo ao dar os primeiros passos pela manh as dores so intensas. A sensao de incmodo tambm se repete ao pisar no cho depois de um longo perodo de descanso. Esse desconforto, conhecido como fascite plantar,  um processo de inflamao da planta do p, muito comum em atletas e pessoas sedentrias acima do peso que, do dia para a noite, iniciam a prtica de atividade fsica sem o acompanhamento adequado.
     Na maioria dos casos a fascite  decorrente de sobrecarga na planta do p e frequente em pacientes com mais de 40 anos. A incidncia  sete vezes maior em mulheres e os grandes responsveis por isso so a relativa fragilidade da musculatura feminina, os distrbios hormonais  que as deixam mais propensas ao encurtamento da cadeia muscular posterior  e o uso de salto alto, este ltimo um fator importante para explicar a concentrao de casos entre elas.
     A fascite pode ser tambm um sintoma de outras doenas mais graves e crnicas, como o diabetes ou a artrite. Por isso, definir a causa  extremamente importante para determinar o tratamento mais adequado. Verificada a ausncia de outra condio, o mdico pode pedir radiografias e uma ressonncia magntica ou ultrassonografia para verificar a existncia de tecido inflamado no calcanhar.
     O principal tratamento  baseado em proteo, desinflamao e readequao. A primeira ao  reduzir o impacto na regio do calcanhar por meio do uso de calcanheira ou palmilha ortopdica. Na sequncia, medicamentos anti-inflamatrios para alvio da dor. O terceiro passo  a fisioterapia, que busca o equilbrio corporal por meio do alongamento da musculatura das costas, coxas, pernas e ps.
     Cerca de 10% dos pacientes, no entanto, no respondem ao tratamento convencional. Nesses casos, a opo  utilizar a terapia por onda de choque. O equipamento produz ondas fsicas de alta intensidade que levam  desinflamao. Em ltimo caso, pode ser feita a cirurgia para liberar as estruturas encurtadas. A recuperao pode levar de um a trs meses, dependendo do paciente.
     Para evitar a fascite, basta manter uma rotina de alongamentos da musculatura posterior, respeitar uma planilha progressiva de treino e utilizar calados especficos para a prtica esportiva. E tambm vale lembrar que os tnis tm data de validade. O fabricante deve ser consultado e informar quantos quilmetros  possvel percorrer com determinado modelo. Em geral, esse tipo de calado dura, pelo menos, 500 km. Depois disso, a absoro de impacto fica comprometida.

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